A luta da mulher pelo reconhecimento no mercado de trabalho

Tema :A luta da mulherpelo reconhecimento no mercado de trabalho

Fonte : Jornal A tarde 08,03,2009

Periodo : Atualidade.

 

Palavras chaves: mulher, trabalho, luta e igualdade


Homen X Mulher : mulheres são mais escolarizadas, mas ainda ganham menos do que os homens

Manifestaçao em março,2010 pelo direito a igualdade

Campanha pela igualdade da mulher negra no mercado de trabalho

A sociedade senhorial é marcada pela inferioridade da mulher diante do homem, eram tratadas com desprezo e brutalidade esses costumes só começaram a ser alterados com a difusão dos ideais de cavalaria, nos séculos XII e XIII. As filhas eram totalmente excluídas da sucessão, quando contraiam matrimônio recebiam um dote, constituído de bens que seriam administrados pelo marido.  A linhagem beneficiava apenas componentes do sexo masculino, e a herança só era passada para o primogênito, isso como forma de evitar a divisão dos bens da família. Quando a mulher se casava passava a fazer parte da família do esposo. Nessa nova família, quando viúva, não tinha direito à herança. O casamento era um pacto entre duas famílias, seu objetivo era simplesmente a procriação. A mulher era ao mesmo tempo doada e recebida, como um ser passivo. Sua principal virtude, dentro e fora do casamento, deveria ser a obediência, submissão. Filha, irmã, esposa: servia somente de referência ao homem que estava servindo.

Na época, a mulher era vista como um ser que foi feito para obedecer. Não era bom que uma mulher soubesse ler e escrever, a não ser que entrasse para a vida religiosa. Uma moça deveria, isso sim, saber fiar e bordar. Se fosse pobre, teria necessidade do trabalho pra sobreviver. Se fosse rica, ainda assim deveria conhecer o trabalho para administrar e supervisionar o serviço de seus domésticos e dependentes.

A mulher para os clérigos era considerada um ser muito próximo da carne e dos sentidos e, por isso, uma pecadora em potencial. Afinal, todas elas descendiam de Eva, a culpada pela queda do gênero humano. No inicio da Idade Média, a principal preocupação com as mulheres era mantê-las virgens e afastar os clérigos desses seres demoníacos que personificaram a tentação. Dessa forma, a maior parte das autoridades eclesiásticas desse período via a mulher como portadora e disseminadora do mal. Isso as tornava má por natureza e atraída pelo vício.

A mulher é unicamente um objeto para o Direito Romano, a mulher era uma perpétua menor, que passava da tutela do pai à do marido. A estabilidade no casamento, conquista que remonta às idéias cristãs da Idade Média, permitiu que a mulher fosse vista legalmente não mais como inferior ao marido, o casamento monogâmico trouxe benefício não só para a mulher, mas para os filhos que ganharam a proteção de um lar estável que teve ainda o mérito de instaurar a efetiva e crescente dignificação da mulher, introduzida na Idade Média. A partir do século IX, em grande parte, à medida que a sociedade medieval adotava a prática do casamento monogâmico, que conferiu à mulher um novo estatuto no plano das relações sociais. O casamento monogâmico é um dos fatores decisivos para a progressiva intervenção feminina na Corte e nos domínios senhoriais, a partir do século XII, em Portugal. Os benefícios do casamento monogâmico não se restringiram à possibilidade de o espaço social e político contar com a intervenção feminina. A mudança mais significativa         relativamente à dignidade da mulher deu-se no plano da relação: feminino masculino.

Na sociedade moderna, a mulher está cada vez mais conquistando seu espaço no ambiente profissional e participando das mudanças ocorridas na contemporaneidade. Aos poucos as habilidades e características femininas começam a ser valorizadas pela sociedade, deixando a mulher, aos poucos de ser uma mera coadjuvante em determinados segmentos sociais e profissionais, possibilitando cada vez mais o seu acesso às posições estratégicas em suas profissões.

Em relação ao trabalho, tais mudanças são ainda mais visíveis. Isto porque com o processo de reestruturação produtiva e com o crescente número de mulheres no mercado de trabalho, a mão-de-obra feminina tem sido cada vez mais aceita e solicitada. Contudo, este contingente feminino ainda tem sido sujeito a algumas limitações, ou tem sofrido dificuldades quanto ao seu acesso a cargos que exigem maior qualificação ou que oferecem maiores possibilidades de ascensão na carreira, especialmente no que se refere a dinâmica de conciliação das demandas familiar e profissional.

Ao longo das últimas décadas do século XX, as conquistas sociais femininas e no mercado de trabalho foram muitas, no entanto ainda está aquém do ideal. As mulheres têm hoje maior participação, não só no mercado de trabalho, como também nas esferas política e econômica e elas já estão mais à vontade e escolhem de forma mais livre com quem e como querem estabelecer suas relações conjugais. O que ocorre é que as mulheres foram da esfera doméstica à ocupação de diferentes funções na sociedade moderna, mas estas conquistas sociais têm sido alcançadas e assimiladas de forma diferente pelas mulheres. O alcance e assimilação das conquistas sociais femininas variam de acordo com a classe social, o grau de escolaridade e a possibilidade real para superar as desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres que ainda existem e persistem na sociedade atual, tanto na família como nas mais diferentes esferas sociais.

A Mulheres, que à mercê dos desafios do Mercado de Trabalho, ainda se esforça para cuidar do lar , sem descuidar de si mesmas, demonstrando verdadeiro talento para administrar o tempo diante de nossa “dupla jornada de trabalho”. Talvez devido a esse talento de conseguir administrar uma dupla jornada de trabalho que foi adquirido uma grande participação no mercado de trabalho, destacando que  ate mesmo em postos antes ocupados pelos homens

Juntamente com o processo de inserção da Mulher no Mercado de Trabalho, houve também os ganhos relevantes na legislação, tais como a busca de igualdade de oportunidades de trabalho, combate das formas de discriminação (ambas da OIT), estabilidade gestante, licença maternidade que, aliás, tornou-se assunto badalado em razão de recente Lei sancionada pelo Governo Federal, mediante a qual faculta sua prorrogação por mais 2 meses à empregada cuja empresa tenha aderido ao “Programa Empresa Cidadã”.

As conquistas femininas precisa ser aprimorado com a busca do respeito à dignidade pessoal, social e profissional. Há resquícios de preconceito, discriminação e “tabus” a serem desfeitos, alguns deles bastante primários, como por exemplo, restrições pelas diferenças fisiológicas, fatores como estado conjugal, número e idade de filhos, que supostamente prejudicariam o desempenho e gerariam absenteísmo, além de salários menores.

Logo,’’a luta continua” ainda é atual e devemos prosseguir firmes no nosso ideal de Plena Conquista do Mercado de Trabalho, sem, contudo, deixarmos de ser Mulheres, Amigas, Esposas, Mães.

Pesquisa do IBGE EM 09/03/2010

Em 2009 :

* 35,5% das mulheres tinham carteira de trabalho assinada

* Elas trabalharam 38,9 horas em média

* O rendimento continua sendo inferior ao dos homens

* Aumentou a escolaridade das mulheres que procuram trabalho

Referências Bibliográficas:

MACEDO ,Jose  Reaver . Amulher na idade media . Editora contexto 1990.

IBGE, a mulher no mercado de trabalho 2009

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